O medo, uma constante da vida


"O homem não se liberta do medo em nenhuma idade da sua vida; assalta-o quando criança, no seu próprio berço envolto na obscuridade; oprime-o na adolescência através de mil dúvidas e frustrações; tortura-o na juventude sob a forma de antinomias, ou seja, as tendências entre a carne jovem e o espírito que reclama pelo que lhe pertence; consome-o na maturidade vendo os seus sonhos quebrados como pássaros de cristal que deploram as próprias mãos que os levantaram; e preenche a sua velhice com os fantasmas da morte próxima e do conhecimento do seu destino, se é que o tem.  
O importante não é não ter medo; mas sim evitar que o medo nos possua a nós. O homem deve ser senhor até das suas debilidades."    
Jorge Angel Livraga in "Pensamentos de JAL "